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Cinco lições que o Bitcoin me ensinou sobre dinheiro

23 de Fevereiro de 2018

Desde que comecei a estudar sobre dinheiro (há cerca de 10 anos), me surpreendo a cada dia com a quantidade de informações distorcidas, mentiras e meias verdades que são divulgadas diariamente pela mídia, pelos governos e instituições financeiras em geral.

É impressionante a quantidade de “orientações” duvidosas que se encontra por aí.

Diante disso, resolvi relacionar algumas lições que foram muito importantes pra mim, em especial desde que descobri o Bitcoin.

Espero que as informações compartilhadas aqui sirvam para revelar

1. Moeda e dinheiro são duas coisas diferentes

Moeda é o instrumento pelo qual se representa o dinheiro, mas não é o dinheiro em si.

Isso porque a moeda não é reserva de valor, ou seja, não tem poder de compra garantido ao longo do tempo.

E graças a emissão descontrolada de moeda pelos governos, o papel moeda emitido pelo Estado, na maioria dos países, vale cada vez menos.

Ou seja, a nota de real, dólar ou euro que você carrega na carteira representa uma quantidade de cada vez menor de dinheiro, de valor monetário.

Para mais informações, recomendo a série Hidden Secrets of Money no Youtube (tem legenda em português!).

2. Nenhuma moeda tem lastro “de verdade”

Sempre que se discute sobre Bitcoin com especialistas do mercado financeiro tradicional surge essa questão do lastro.

O Bitcoin não tem lastro, como pode ter valor?

Na prática moeda nenhuma no mundo tem lastro em dinheiro “de verdade”, embora alguns especialistas “fantasiem” que existe lastro em poder bélico, poder econômico, contratos e relações comerciais internacionais, entre diversos outros elementos.

Até 1971, havia o Acordo de Bretton Woods que garantia a “paridade” do dólar com o ouro, porém neste ano o presidente americano Richard Nixon acabou com a paridade, fazendo com que a emissão de dólares pelo governo americano não mais tivesse a exigência de contraparte correspondente em ouro.

É por isso (dentre outras razões) que, se todo mundo resolver sacar o dinheiro que “tem” no banco, o mercado financeiro mundial colapsa.

3. A moeda não precisa ser controlada pelo Estado

Você sabia que nem sempre o Estado foi o controlador de emissão de moedas?

A ideia de um Banco Central que controle a emissão de moeda atende ao interesse dos governos, que podem fazer uso desse controle para elevar seus gastos de maneira irresponsável, compensando essa irresponsabilidade com o aumento da inflação, através da emissão de mais moeda no mercado.

Isso gera um problema gravíssimo e que não é percebido pela maioria das pessoas, que é a inflação que resulta do aumento da base monetária (mais detalhes neste ótimo resumo do Mises.org).

O governo não divulga esta inflação, mas apenas a inflação calculada a partir da variação de preços ao consumidor, distorcendo a perda real de poder de compra sofrida pela moeda estatal.

Sendo uma moeda deflacionária e descentralizada, o Bitcoin oferece uma alternativa mais justa a esse modelo perverso que temos hoje, pois o controle do sistema de emissão de novos Bitcoins não está na mão de uma entidade, mas está distribuído entre todos os participantes da rede.

4. Descentralização = Mais Segurança

Governos do mundo inteiro tem a ideia inútil de que se resolve tudo com uma canetada. Em países onde a fiscalização das leis funciona as canetadas são respeitadas até certo ponto.

A canetada é o instrumento de controle do governo, o instrumento de exercício do poder, e dessa forma o estado interfere cada vez mais, e de maneira mais nociva, na vida do cidadão.

Há os ingênuos (como eu já fui!) que acreditam na ideia de que o cidadão precisa de uma babá pra tomar conta de todos os seus passos, e que essa babá deve ser o estado, que vai “regular o sistema” e garantir o chamado bem-estar social.

Isso não passa de uma lenda, e à medida que se aprende com a experiência de governos passados e atuais em todo o mundo, fica fácil perceber que a real intenção de todo governo é apenas se perpetuar no poder.

O Bitcoin comprova que um sistema descentralizado baseado em consenso pode ser muito mais justo e seguro do que confiar no Estado, um ente centralizador e sempre sujeito a uma série de interferências e interesses obscuros.

Esses dias estava acompanhando uma discussão sobre os subsídios, através da redução de impostos, para Tesla e GM. Enquanto uns defendiam que os benefícios da Tesla eram justos, outros defendiam que era a mesma situação da GM (salva da falência pelo governo), e que ambos os benefícios eram indevidos.

Essa discussão simplesmente não existiria se os governos não tivessem tanto poder sobre o nosso dinheiro.

5. Liberdade Não Tem Preço

Muita gente não entende ou não busca entender o propósito do Bitcoin e espera apenas ficar rico investindo em criptomoedas.

A verdade é que o maior valor do Bitcoin (que se reflete no preço) é o seu propósito de defesa da liberdade financeira individual: a liberdade de utilizar os recursos financeiros que são seus da forma que você achar melhor, sem qualquer restrição, em escala global.

Quanto vale isso? Difícil saber.

O que importa mesmo é que a sua liberdade está em jogo.

O Bitcoin revelou de maneira irreversível a farsa da liberdade financeira.

Outro dia vi a noticia de que um banco proibiu os seus clientes de comprar criptomoedas com o cartão de crédito fornecido pela instituição.

Ora, que direito o banco tem de dizer onde posso ou não gastar o dinheiro que é meu?

Para ser mais preciso, neste caso o controle não é sobre o dinheiro, mas sobre o crédito.

De todo modo, o banco tem o direito de me conceder ou não o crédito, mas não de controlar como vou usar o crédito concedido.

Alguns argumentam que eu, como cliente, posso aceitar ou não as regras da instituição. Verdade.

Porém, isso não muda o fato de que chegamos a um ponto tão absurdo em que há quem defenda uma medida como essa por parte de uma instituição financeira.

Agora pense comigo.

Se os bancos já se permitem tomar esse tipo de atitude, que dizer dos governos?

#pensenisso

Conclusão

Como disse no início, estas lições foram muito importantes pra mim, e precisei de muitos anos pra aprender essas coisas, por isso resolvi compartilhar e espero que isto seja útil para que você possa tomar decisões melhores sobre o que fazer com seu dinheiro.

Acredito muito que o Bitcoin é uma arma poderosa que permite às pessoas comuns se libertarem de restrições (muitas vezes absurdas) impostas por entidades interessadas tão somente em dinheiro e poder.

 

 

Christian Guerreiro

Sobre o autor

Christian Guerreiro

Fundador do Tecnologia que Interessa! e Escola Bitcoins, ajuda EMPREENDEDORES a terem SUCESSO no Mercado Digital, e Profissionais de TI a obterem certificações TOP como ITIL, VMware e Big Data.

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